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Índio gaudério

CVS – O contador de histórias…

…um gaudério de 68 anos vividos, tem muitas histórias para contar…fomos criados, eu e meus irmãos, meus primos, desde crianças, nas coxilhas do Garupá, no Quaraí, logo que saltamos da placenta, começamos a engatinhar no meio das poças d´água, no barro, percorríamos ás mangueiras atrás das ovelhas, nos bretes, nos corredores, nos campos, nas planícies do pampa, corríamos seis léguas atravessando sangas, açudes, até chegar no sopé do Cerro do Jarau…nessa idade, já sabíamos nadar no meio de jacarés, palometas, lontras, capinchos e capivaras…banhos nos arroios, nas cheias quando transbordavam, nas águas corredeiras, quando enchiam o Quaraí-Mirim e os demais arroios e rios da redondeza. As idades foram passando, galpões, churrascadas, gaitas e cantorias no meio da peonada, as “puras” e palheiros nos faziam companhia nas pescarias, nos bailes de campanha e nas corridas de cavalos de cancha reta…lá pelos meados da adolescência, viemos para a capital…esse tempo nos trouxe muitas experiências da vida campeira…certa feita, salvei pessoas de morrerem afogadas (4), em períodos distintos, no Jacuí, no Gravataí e em um de seus afluentes…dessas lições me valeram até pra me livrar de ter morrido afogado lá na Barra da Tijuca, num mergulho no mar bravio…hoje, essa gurizada nova só pensa em celular, skate, vídeo-game, Facebook e computador…

CVS

…pouco me importa se o vento minuano açoita o meu rosto…pois, todo o ano me deparo com esse Qüera…
…filtro as geadas de junho pra ter água pura e regar as flores da minha primavera e me refrescar o suor do tórrido verão dos Pampas…

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=O8aVWC4HrQs

https://www.youtube.com/watch?v=x3ckcKQnTWQ

http://www.youtube.com/watch?v=wQWKVtx2OVY

CVS na caçagaúcho 7gaúcho3Cerro do JarauGarupá4Tia Mimosa1

CVS – O contador de histórias…

…um gaudério de 68 anos vividos, tem muitas histórias para contar…fomos criados, eu e meus irmãos, meus primos, desde crianças, nas coxilhas do Garupá, no Quaraí, logo que saltamos da placenta, começamos a engatinhar no meio das poças d´água, no barro, percorríamos ás mangueiras atrás das ovelhas, nos bretes, nos corredores, nos campos, nas planícies do pampa, corríamos seis léguas atravessando sangas, açudes, até chegar no sopé do Cerro do Jarau…nessa idade, já sabíamos nadar no meio de jacarés, palometas, lontras, capinchos e capivaras…banhos nos arroios, nas cheias quando transbordavam, nas águas corredeiras, quando enchiam o Quaraí-Mirim e os demais arroios e rios da redondeza. As idades foram passando, galpões, churrascadas, gaitas e cantorias no meio da peonada, as “puras” e palheiros nos faziam companhia nas pescarias, nos bailes de campanha e nas corridas de cavalos de cancha reta…lá pelos meados da adolescência, viemos para a capital…esse tempo nos trouxe muitas experiências da vida campeira…certa feita, salvei pessoas de morrerem afogadas (4), em períodos distintos, no Jacuí, no Gravataí e em um de seus afluentes…dessas lições me valeram até pra me livrar de ter morrido afogado lá na Barra da Tijuca, num mergulho no mar bravio…hoje, essa gurizada nova só pensa em celular, skate, vídeo-game, Facebook e computador…

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