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BRASIL – AVIÕES DE COMBATE-importação.

F-X2: França reitera que fará transferência de tecnologia na venda do Rafale

A transferência de tecnologia incluída no pacote oferecido pela França para vender os caças Rafale ao Brasil inclui até a abertura dos códigos-fonte dos programas usados pelo avião, reiterou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, Edouard Guillaud, em encontro com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no fim da semana passada. Em entrevista exclusiva ao Valor, após o encontro, Guillaud disse estar “muito, muito confiante” de que será o Rafale o jato escolhido para reequipar as Forças Armadas brasileiras, no governo de Dilma Rousseff.

“Quem fixa a agenda e o calendário (para a compra) é a presidente, não a França”, ressalvou o almirante. “A presidente terá de analisar os documentos, e como nossa proposta é excepcional, devido ao desempenho, à transferência de tecnologia, estou muito confiante sobre a decisão final da presidente Dilma Rousseff”, comentou.

Guillaud lembrou que a França vem cumprindo os compromissos assumidos para transferência de tecnologia em submarinos, que incluiu intercâmbio de oficiais entre os dois países, admitiu que o preço do Rafale é maior que o dos concorrentes, mas argumentou que não se pode fazer essa comparação, porque a qualidade do avião e as condições da oferta francesa são melhores. É o que o leva a pensar que o Rafale não será abatido por cortes orçamentários. “Todos buscam o maior valor possível pelo dinheiro gasto”, disse, em inglês.

Ele confirmou o interesse das Forças Armadas no avião cargueiro projetado pela Embraer, o KC-390 – o presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegou a anunciar, no ano passado, que poderia comprar dez dessas aeronaves, mas havia rumores de que os franceses teriam mudado de ideia. “A partir de 2016, vou precisar de novas unidades e o KC-390 atende às minhas necessidades, porque é complementar ao europeu A 4006″, assegurou. A americana Lockheedconcorre com a brasileira pelo fornecimento do cargueiro de menor porte aos franceses. O avião não pode ser avaliado, porque a Embraer ainda não o produz, lembrou.

Em visita ao Brasil para reafirmar a “parceria estratégica” do país com a França, o almirante Guillaud, que até o ano passado, era o conselheiro militar do presidente Sarkozy, garantiu que o apoio francês a um assento permanente para o Brasil, no conselho de segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), não sofreu nenhum abalo com a decisão do governo brasileiro de votar contra a proposta de sanções ao Irã, por suspeitas de uso militar do programa nuclear iraniano. A votação, no Conselho de Segurança, onde o Brasil ocupa temporariamente uma cadeira, só teve dois votos contrários, o brasileiro e turco.

“O Brasil é a oitava potência mundial, um gigante na América do Sul; é anormal que não tenha assento permanente no Conselho de Segurança”, disse o almirante, minimizando as divergências em relação ao Irã, com o argumento de que os dois países condenam o uso bélico da energia nuclear pelos iranianos. “No Irã, estamos de acordo; sobre o método de obtê-lo é que há divergência, mas isso não é razão para que o Brasil não ocupe o assento a que tem direito.”

Os franceses, segundo o chefe das Forças Armadas da França, apoiam também a decisão brasileira de expandir, para as Forças da ONU no Líbano (Unifil), a participação do país em operações de paz. Há duas semanas, o Senado brasileiro aprovou, com apoio da oposição, o envio de um almirante e quatro oficiais para comandar a frota naval encarregada de patrulhar a chamada linha azul, onde se tenta evitar conflito entre integrantes do Hizbollah e Israel. Essa primeira missão pode se expandir para incluir até mais de uma centena de fuzileiros navais, e Guillaud ofereceu a Jobim treinamento e apoio francês aos brasileiros.

“Vamos trabalhar com o Brasil no Líbano”, confirmou o almirante, que vê a possibilidade de que a “parceria estratégica” se estenda a missões conjuntas em países africanos, com a troca de informações dos dois governos sobre as Áfricas lusófona e francófona. A parceria, que inclui acordos nas áreas de ciência, tecnologia, agricultura, economia e industrial, vem avançando como prometido no campo militar, com o treinamento de 30 engenheiros da Marinha para a construção do submarino nuclear brasileiro e com o intercâmbio de informações sobre os projetos dos Exércitos brasileiro e francês para o “Soldado do Futuro”.

Satisfeito com o que considera uma aproximação crescente entre os militares dos dois países, Guillaud, que se encontrou separadamente com comandantes das três Forças no Brasil, não chegou a conversar com Jobim sobre uma possível atuação conjunta na América do Sul. “Não conversamos sobre ação conjunta, a América do Sul felizmente é um continente calmo, embora haja personagens interessantes no continente”, gracejou o militar.
Fonte: Valor Econômico – Sergio Leo

Folha On Line:
Os Estados Unidos estão “otimistas” com o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, cujas críticas ao Irã foram “excelentes”, e esperam “renovar” a relação com governo brasileiro. Esse foi o relato feito à Folha com exclusividade pelo subsecretário para Assuntos Políticos do Departamento de Estado, William Burns.

Número três da diplomacia americana, ele esteve com o assessor internacional do Planalto, Marco Aurélio Garcia, e com o ministro Nelson Jobim (Defesa). Ambos permanecerão no governo.

“Nós nunca iremos concordar em tudo, mas sabemos que o melhor é trabalharmos juntos. Vocês têm muito para se orgulhar. A ascensão do Brasil é um sucesso nosso também, porque mostra ao mundo que a democracia dá certo”, disse.

Nos últimos anos, houve vários pontos de atrito entre os dois países – sendo o mais notável o apoio brasileiro ao Irã, arqui-inimigo dos EUA.

Em tempo de vazamentos diplomáticos via WikiLeaks, a conversa foi franca. “Essa crise [da divulgação de telegramas secretos] nos deu uma nova definição para a palavra arrependimento.
Eu mesmo deixei claro que nossa determinação é continuar um diálogo. Isso tudo atingiu o coração do nosso trabalho, mas reforcei que tomamos passos práticos para evitar o problema.”

A agenda da conversa com Garcia foi ampla. Comércio, América Latina, Haiti, armas nucleares – todos pontos em que há discordâncias.

Burns citou a entrevista de Dilma ao jornal “The Washington Post”, um dos sinais emitidos pela eleita após o mal-estar da recusa dela em encontrar-se com Barack Obama antes da posse.

“Achei a entrevista ótima”, disse o diplomata, em referência à crítica de Dilma à abstenção do Brasil da sessão da ONU que apontou violações iranianas. Indagado sobre o desconhecimento sobre Dilma na arena internacional, Burns foi elogioso: “Ela é bem comprometida com os sucessos do país, estou otimista”.

AVALIAÇÃO POSITIVA

Segundo a Folha apurou, o lado brasileiro considerou a conversa positiva e deixou claro que gostaria de ver mais iniciativas comerciais entre os dois países e um maior engajamento por parte de Washington em assuntos latino-americanos.

Burns disse que Dilma está convidada a visitar Obama no começo do ano. A secretária de Estado, Hillary Clinton, estará na posse.

O americano conversou com Jobim sobre a compra dos novos caças pelo Brasil.

A Defesa queria que o negócio de ao menos R$ 10 bilhões ficasse com os franceses, mas Dilma pediu mais tempo para analisar o tema.

“Saio daqui convencido de que o negócio não está encerrado. Nossa proposta de ofertar o Boeing F-18 é sem precedentes”, afirmou.

Burns evitou falar sobre compensações, embora a ideia de uma megacompra de 100 aviões brasileiros Supertucano pela Marinha americana siga no ar.
ESSE É PERIGOSO, já explodiu vários no ar F18 americano.py3cvs.

FONTE: Folha OnLine

Elicópteros de Combate:
O que o Brasil precisa é desses…para patrulhar as fronteiras.

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