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AEB Agência Espacial Brasileira – Alcântara

ANO 2003

Acidente
Tragédia na base espacial

Pelo menos dezesseis pessoas morrem em
explosão de foguete brasileiro no Maranhão

O foguete lançador de satélites: terceira tentativa frustrada
Na tarde de sexta-feira passada, o esforço brasileiro para entrar no seleto time de países que fabricam foguetes capazes de colocar satélites na órbita espacial tropeçou num acidente dramático – e produziu suas primeiras vítimas fatais. Na base espacial de Alcântara, instalada a 22 quilômetros de São Luís, no Maranhão, um grupo de técnicos fazia os últimos ajustes num foguete, o VLS 3, que deveria ser lançado ao espaço nesta segunda-feira, 25. De repente, o foguete, que tinha a altura de um prédio de seis andares e estava carregado com 40 toneladas de perclorato de amônia – um combustível sólido, responsável pela propulsão dos motores –, explodiu pelos ares. Era cerca de 1h30 da tarde. Foi uma explosão tão potente que destruiu todo o foguete, despedaçou a plataforma de lançamento e destroçou tudo num raio de 50 metros. Até a noite de sexta-feira, a Agência Espacial Brasileira, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, não sabia informar as causas do acidente, mas confirmou que pelo menos dezesseis pessoas morreram. Em virtude da extrema violência da explosão, será impossível identificar os corpos das dezesseis vítimas.
A identificação dos mortos terá de ser feita por dedução. Na noite de sexta-feira, a administração da base de Alcântara fez uma chamada geral de seus funcionários – e 21 homens não a responderam, num indício de que o total de vítimas pode ser maior. “Vi uma grande fumaça branca do outro lado da baía”, conta o senador José Sarney, que observou a explosão quando conversava, na varanda de sua casa, com o governador do Amapá, Waldez Góes. Ao estranhar o gigantesco cogumelo no horizonte, Sarney pediu à esposa do governador que tirasse uma fotografia. Foi uma das primeiras imagens do acidente. Sarney, dono do jornal O Estado do Maranhão, acionou sua equipe de jornalistas e logo ficou sabendo de detalhes do desastre. “Com a explosão, a temperatura na base chegou a mais de 2000 graus. Derreteu tudo, inclusive os corpos”, conta Sarney. “Apenas três pessoas mortas tinham condições de ser identificadas. Elas estavam a 100 metros do local da explosão e só poderão ser reconhecidas porque se encontravam dentro de um contêiner”, diz.
Há poucos dias, um grupo de 120 técnicos, todos de São José dos Campos, no interior de São Paulo, viajou para a base de Alcântara, onde estavam trabalhando nos preparativos do lançamento do VLS 3. Em São José dos Campos, foram produzidos os dois satélites – um de dados meteorológicos e outro de localização geográfica – que seriam colocados em órbita pelo VLS 3. A maioria dos técnicos pertencia ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e outros trabalhavam no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na noite de sexta-feira, supunha-se que, entre a maioria das vítimas, estivessem técnicos paulistas. A operação de lançamento do VLS 3, que já consumiu 36 milhões de reais, era a terceira tentativa brasileira de lançar um foguete levando um satélite. A primeira ocorreu em 1997. O VLS 1 foi colocado na rampa de lançamento, onde ficou vinte dias, e, depois de lançado, voou por apenas 29 segundos, até ser abatido porque se desviara da rota. A segunda tentativa, com o VLS 2, aconteceu quatro anos atrás, mas teve exatamente o mesmo desfecho. O foguete desviou-se da rota prevista e teve de ser destruído.
A base de Alcântara entrou em funcionamento há vinte anos e, desde então, já lançou mais de 200 foguetes brasileiros, todos pequenos e experimentais, pois jamais conseguiu colocar no espaço um foguete com um satélite. A base, no entanto, tem prestado serviços a outros países. Por sua localização, perto da Linha do Equador, os foguetes lançados de Alcântara entram em órbita mais rapidamente e com menor consumo de combustível. Na sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por intermédio de seu porta-voz, lamentou as mortes em Alcântara mas garantiu que o programa espacial brasileiro não será interrompido em razão do acidente.
INFO: VEJA

A proximidade da base com a linha do equador (2 graus e 18 minutos de latitude sul): a velocidade de rotação da Terra na altura do Equador, auxilia o impulso dos lançadores e assim favorece a economia do propelente utilizado nos foguetes.
A disposição da península de Alcântara: permite lançamentos em todos os tipos de órbita, desde as equatoriais (em faixas horizontais) às polares (em faixas verticais), e a segurança das áreas de impacto do mar que foguetes de vários estágios necessitam ter.
A área do Centro: a baixa densidade demográfica possibilita a existência de diversos sítios para foguetes diferentes.
As condições climáticas: o clima estável, o regime de chuvas bem definido e os ventos em limites aceitáveis tornam possível o lançamento de foguetes em praticamente todos os meses do ano.
A base é considerada uma das melhores do mundo pela sua localização geográfica, por estar a dois graus da linha do Equador
Wikipedia

A DIFERENÇA É GRITANTE !!!

E temos o melhor lugar do mundo para enviar foguetes ao espaço!

INCAPACIDADE, SABOTAGEM ???

Porque até hoje o Brasil não enviou um satélite sequer ao espaço.

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